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CDL DE FEIRA TAMBÉM É CULTURA

Por: CDL FEIRA DE SANTANA 23 de março de 2018
CDL DE FEIRA TAMBÉM É CULTURA

CDL DE FEIRA TAMBÉM É CULTURA

Compreendendo também que a preservação dos bens culturais é um fator preponderante para o crescimento e desenvolvimento da sociedade, a CDL teve a ousadia de pensar em montar uma Pinacoteca com os artistas feirenses e o Museu Regional do Comércio.

                                                                                                         

Por Silvana Ferraz – Ascom CDL Feira

 

                                                                                                                 

Consciente do potencial que uma educação voltada à preservação do patrimônio cultural tem para sensibilizar os cidadãos, estimulando a auto estima e o senso coletivo de responsabilidade cultural e social, e atenta aos anseios dos associados e da sociedade, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Feira de Santana vem demonstrando uma preocupação com o segmento cultural, entendendo ser este um dos caminhos para a formação integral do cidadão. Compreendendo também que a preservação dos bens culturais é um fator preponderante para o crescimento e desenvolvimento da sociedade, a Entidade teve a ousadia de pensar em montar uma Pinacoteca com os artistas feirenses e o Museu Regional do Comércio.

O conceito de objeto artístico da CDL reflete na descrição De Farias Brito (apud Clóvis Monteiro, Nova antologia brasileira, p.9), quando diz: “A arte é tudo o que pode causar uma emoção estética, tudo que é capaz de emocionar suavemente a nossa sensibilidade, dando a volúpia de sonho e da harmonia, fazendo pensar em coisas vagas e transparentes, mais iluminadas e amplas como o firmamento, dando-nos a visão de uma realidade mais alta e mais perfeita, transportando-nos a um mundo novo, onde se aclara todo o mistério e se desfaz toda a sombra e onde a própria dor se justifica como revelação ou pressentimento de uma volúpia sagrada. É em conclusão, a energia criadora do ideal”.

A Pinacoteca, instalada do lado direito do Foyer, foi criada em maio de 2008 e é uma exposição permanente de 20 artistas feirenses que se destacaram profissionalmente. As obras que fazem parte desta mostra representam quatro décadas da história das artes plásticas em Feira de Santana. Fazem parte artistas que representam uma geração batalhadora e vencedora, que divulga a cidade pelos quatro cantos do mundo artístico, como França, Alemanha, Espanha e Portugal e pelos principais centros de artes do Brasil. “A CDL cuidadosamente, colocou à disposição do público feirense, a representatividade do melhor da região em esforço ímpar preservando para futuras gerações um exemplar de cada, confirmando a preocupação em exemplificar para a posteridade o que Feira de Santana produziu artisticamente nestas últimas quatro décadas”, relata Lígia Mota, Crítica de Arte e Curadora da Mostra Feira de Santana 2007.

O Museu Regional do Comércio, instalado do lado esquerdo do Foyer, tem uma especificidade que lhe confere um caráter original: é um museu temático voltado à história e às técnicas da atividade comercial na Bahia, com extensão para o território nacional, quando for pertinente.

Para tratar dessa especificidade e distingui-lo de outras formas de museu já consagradas – história, arte, ciências exatas e naturais -, o Museu Regional do Comércio está conceitualmente pensado com base em três eixos de abordagem:

Funcional – o que o museu faz, como se estrutura suas funções, como ele difunde sua coleção, com que estratégia dialoga com a comunidade e contribui para a formação educativa e cultural;

Genético – como o museu se modifica a partir de onde ele vem, de que se compõe, como se dá a inserção no ambiente e na região, quais os efeitos de sua implantação, quais as interações possíveis com a comunidade;

Ontológico – o que o museu é em si mesmo, as propriedades internas do museu no mesmo sentido do conceito aristotélico, que trata do ser enquanto ser, na sua essência; a definição de museu.

Os objetos expostos no Museu foram adquiridos por meio de doações arrecadadas através de uma campanha realizada em 2014. Entre os itens da exposição, destacam-se duas máquinas: a de escrever e a registradora, ambas das primeiras décadas do século XX e um livro diário da casa do Comercial Carvalho e Cia, de 1899.

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